A Paraíba fechou o mês de setembro com 11.527 empregos formais (com carteira assinada) gerados contra 8.429 desligamentos. Os números mostram um saldo positivo de 3.098 empregos formais criados, uma pequena alta de 0,76%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

Com o resultado, o Caged registra o melhor mês de setembro com relação ao saldo de geração de empregos formais desde 2014, quando foi de 2.606 postos de trabalho.

O estudo também mostra que o setor que mais contratou em setembro foi o de serviços, com 4.221 empregos gerados. Ele foi seguido pelos setores de comércio (2.823), indústria de transformação (2.179) e construção civil (1.348).

Já os setores que mais demitiram em setembro foram os de serviços (3.465), comércio (2.392) e construção civil (1.165).

De janeiro a setembro de 2019, foram 101.157 novos empregos e 96.483 demissões na Paraíba, um saldo positivo de 4.674 vagas, o que representa aumento de 1,16%. Nos últimos 12 meses, o saldo também é positivo, com 4.485 vagas criadas, uma alta de 1,11%.

Empregos no Brasil

Conforme o Caged, o Brasil gerou 157.213 vagas de empregos formais em setembro. É o melhor setembro desde 2013, quando foi registrado resultado positivo de 211.068 vagas. Pela primeira vez no ano, todas as 27 unidades da federação apresentaram resultado positivo na oferta de vagas formais de trabalho.

O emprego formal teve resultados positivos em sete setores econômicos em setembro e saldo negativo em apenas um setor. Os setores com números positivos foram Serviços (+64.533 vagas); Indústria da Transformação (+42.179); Comércio (+26.918); Construção Civil (+18.331); Agropecuária (+4.463); Extrativa Mineral (+745) e Administração Pública (+492). O único setor com resultado negativo foi o de Serviços Industriais de Utilidade Pública (-448 vagas).

Por regiões, o Nordeste apresentou o maior saldo positivo em setembro, com a oferta de 57.035 postos. Em segundo lugar ficou o Sudeste (+56.833 vagas) e em terceiro, o Sul (+23.870). O Centro-Oeste ficou em quarto lugar em setembro (+10.073 vagas) e o Norte, em quinto (+9.352). Os Estados que mais geraram empregos em setembro foram São Paulo (+36.156 postos), Pernambuco (+17.630) e Alagoas (+16.529).

Rais

Outro dado divulgado nesta quinta pela Secretaria de Trabalho foi sobre a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) referente ao ano de 2018. A Rais mostra crescimento ou queda do emprego formal sob diversos aspectos sociais.

Na Paraíba, 2018 terminou com 639.404 empregos formais. O número é 0,18% maior do que o registrado em 2017, quando foram contabilizados 638.270 empregos formais.

Por setor econômico, o que registrou mais crescimento de estoque de empregos formais em 2018 foi o de serviços: 176.981, contra 172.936 em 2017, alta de 2,34%. Já o setor que teve a maior queda foi o da administração pública, com estoque de 239.543 empregos contra 243.053 em 2017, o que representação queda de 1,4%.

Dados da Rais no Brasil

O ano passado fechou com 46,63 milhões de vínculos, 349,52 mil a mais do que em 2017, o que corresponde a um aumento de 0,8% nos postos com carteira assinada no país.

Nos 12 meses de 2018, o emprego celetista registrou crescimento de 371.392 mil postos, 1,02% a mais do que em 2017. Houve crescimento em quatro das cinco regiões do país, sendo que o Nordeste teve o maior aumento relativo na oferta de vagas. Das 27 unidades da federação, 19 fecharam com desempenho positivo no emprego formal – principalmente Maranhão, Mato Grosso, Amapá, Santa Catarina e Amazonas.

O aumento no emprego foi maior na faixa de trabalhadores com idades entre 40 e 49 anos. Em relação à escolaridade, a maior variação positiva foi no grupo dos empregados com ensino superior completo. E a diferença entre homens e mulheres diminuiu, sendo que o emprego feminino foi o que mais cresceu.

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